A história da Bazooka

Em 1942 o exército norte-americano tinha acabado de desenvolver um tipo novo de granada com um explosivo de carga moldada, especialmente Projetada para penetrar e destruir blindados inimigos. 

Mas a granada pesava mais de 1 kg e por isso era difícil de ser lançada a mão ou através de um fuzil o que levou o exército a estudar novas formas de lançá-la. 

a tarefa foi dada ao Tenente Edward Uhl um que Reza a lenda que estava andando pelo quartel completamente absorvido em seus pensamentos à procura de uma solução para o problema, quando sem querer tropeçou num tubo oco que estava jogado no chão.

Ao pegar no tubo para tirá-lo do caminho o tenente Uhl reparou que era exatamente do mesmo diâmetro da granada que tinha em mãos, imediatamente uma ideia veio em sua mente, e foi assim que o tenente criou o conceito da Bazooka .

Fonte: Wikipedia

Alguns meses depois o modelo foi aprimorado e simplificado resultando na M1A1, medindo 1,37m e pesando 5,8 kg. O primeiro foguete criado para Bazooka foi o M6 mas era terrivelmente impreciso tendo sido aperfeiçoado pouco tempo depois resultando no M6A1.

Tratava-se de uma arma tremendamente simples mas muito eficaz, vinha equipada com uma mira simples e o foguete era introduzido pela traseira, então o soldado apoiava a arma no ombro, fazia a mira e disparava pressionando um gatilho. 

O disparo expelia gases em altas temperaturas pela traseira da arma motivo pelo qual não era boa ideia permanecer atrás de uma Bazooka durante o seu disparo. 

O foguete com o diâmetro de 60 MM pesava 1,6 kg, tinha um alcance máximo de 371m e um alcance efetivo de no máximo 150m. Necessitava de dois militares para ser operada com o carregador introduzindo o foguete na arma e o operador fazendo a mira e disparando.

O explosivo é especialmente moldado num cone de metal de forma côncava, quando o foguete impacta contra um blindado a explosão da carga derrete o cone, invertendo a sua forma e enviando um jato de gases e de metal derretido em direção ao alvo tudo concentrado numa pequena área da blindagem inimiga. 

Fonte: The Watch Forum

Em 1942 a Bazooka começou a ser secretamente enviada para a União Soviética através da lei do Lend-lease e também foi enviada para as tropas norte-americanas que iriam participar na invasão da África do Norte conhecida como operação tocha. 

Mas por ser excessivamente secreta, quando foi entregue aos soldados no dia anterior ao desembarque anfíbio na costa africana, nenhum soldado tinha sido treinado para utilizá-la. Como resultado a Bazooka teve muito pouco efeito prático no teatro africano. 

De fato em 1943 após a conquista aliada da África do Norte não havia nenhum relatório de blindado inimigo que tivesse sido efetivamente destruído por ela. Durante a invasão da sicília em 1943 foi introduzido o foguete M6A1 mais preciso e seguro do que a versão M6 e graças a essa melhoria a Bazooka começou a mostrar mais serviço na frente de combate

Em outubro de 1943 surgiu a Bazooka M9 maior mas também mais leve do que a M1, fechada meio-dia 80 cm e completamente aberta média 1,5m que usava a terceira versão do foguete M6 conhecido como M6A3 capaz de penetrar cerca de 100 mm de blindagem,.

Em junho de 1944 surgiria M9A1 ligeiramente maior e mais pesada, sendo mais robusta do que os modelos anteriores, então logo após o fim da segunda guerra mundial surgiria a M20 super Bazooka com calibre de 88,9mm bem superior ao calibre de 60mm até então utilizado 

Já em 1942 tão logo a bazuca apareceu no campo de batalha na África do Norte e na frente oriental, os alemães com base em alguns exemplares capturados começaram a fazer engenharia reversa da arma. 

Fonte: Wikipedia

O resultado foi a Panzerschreck ou o terror dos blindados em alemão, diferenciava-se da Bazooka norte-americana no diâmetro da ogiva que era de 88 mm bem superior ao calibre americano de 60mm,, o que se traduziu num maior poder de penetração. 

O modelo alemão era para todos os efeitos bem superior a Bazooka norte-americana, foi aliás por influência do Panzerschreck que após a guerra seria criada super Bazooka M20, com calibre de 88,9mm.

O uso da Bazooka no campo de batalha era simples mas a tarefa era tremendamente perigosa, chegando mesmo a ser encarada em alguns casos como uma missão quase suicida. 

Os soldados precisavam aguentar uma posição exposta por longos segundos à espera do blindado inimigo entrar no raio de ação da arma, o que se traduzia em elevadas taxas de mortalidade entre os seus operadores. 

A bateria do seu circuito elétrico que acionava o foguete também costumava falhar em ambientes muito úmidos ou excessivamente quentes, o que dificultou o seu uso nas florestas do pacífico algo que só ficaria parcialmente resolvido com a introdução da Bazooka M9 em 1943.

No final de 1943 a bazuca já era uma arma evoluída e amplamente testada no campo de batalha com soldados já muito bem habituados ao seu uso, o que a transformou numa eficiente arma contra os temíveis panzers alemães. 

Após a guerra o general Eisenhower, comandante supremo das forças aliadas na frente ocidental,, chegou a dizer que a Bazooka ao lado do Jeep, do avião de transporte C47 e da bomba atômica fez parte das chamadas quatro ferramentas da vitória que tinham sido essenciais para a derrota alemã, italiana e japonesa na guerra. 

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